
Morreu na praia*
O Golfinho - A história de um sonhador (El Delfín - La historia de um soñador), animação que estreia hoje nos cinemas, dá a impressão de seguir a receita de tantos outros filmes infantis já feitos sobre o fundo do mar. E que, em geral, são ótimos ou bons. Mas esta narrativa peruana - em exibição apenas com cópias dubladas - se perde em meio a um discurso explícito de autoajuda que cansa o espectador.
O Golfinho - A história de um sonhador (El Delfín - La historia de um soñador), animação que estreia hoje nos cinemas, dá a impressão de seguir a receita de tantos outros filmes infantis já feitos sobre o fundo do mar. E que, em geral, são ótimos ou bons. Mas esta narrativa peruana - em exibição apenas com cópias dubladas - se perde em meio a um discurso explícito de autoajuda que cansa o espectador.
O filme, dirigido por Eduardo Schuldt, é baseado no best seller de mesmo nome do escritor Sergio Bambarén, que também atua como produtor da adaptação cinematográfica. No longa, Daniel Alexandre Golfinho vive cercado de criaturas do oceano que se limitam a aceitar o "status quo". Entretanto, Daniel é diferente, ele quer conhecer mais. Quase um discípulo de Nemo - da animação Procurando Nemo.
Daniel pretende realizar seu sonho: surfar a onda perfeita. Em sua jornada pelo oceano, encontra alguns seres aquáticos. Um deles é Lulito, uma jovem lula "engraçadinha" que tem a pretensão de ser uma espécie de Dory - companheira de Marlin, o pai de Nemo -, mas deixa a desejar. Outro é Lucius, o antagonista do filme. Com sua aparência horrível, faz o papel do monstro marinho sempre disposto a praticar o mal.
Durante a viagem em busca da realização de seu sonho, Daniel é acompanhado por uma "Voz do Mar" que insiste em doutriná-lo - bem como o espectador - com frases como "siga seu caminho", "confie nos seus instintos", "siga seu coração", dentre outras. Talvez essa ideia emplaque com as crianças, mas o longa abre mão da sutileza e prefere adotar o discurso direto. A lição de moral não vem no fim, ela aparece gritante durante todo o percurso.
Hoje em dia, diretores e produtores de animações infantis sabem que nenhuma criança vai sozinha ao cinema. Por isso, eles parecem ter encontrado a fórmula da narrativa que atrai tanto os mais novos quanto os mais velhos. Porém, dessa vez, definitivamente, não é um desses casos.
* Marina Mercante
Cotação do filme:
Não vale o ingresso.
Confira o trailer:
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