segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Os Substitutos



Eu, substituto

Em 2054, boa parte da população mundial tem a aparência perfeita, não teme doenças e desconhece o medo de morrer. Além disso, realiza as mais loucas fantasias e executa o trabalho diário sem sair do conforto do lar. Essa é a realidade em que as pessoas vivem no filme de ficção científica Os Substitutos (The Surrogates), em cartaz desde a última sexta-feira.

Essa utopia foi alcançada graças aos substitutos robóticos desenvolvidos pela empresa Virtual Self. Assim, as pessoas não saem de casa, quem sai são suas cópias cibernéticas. Apesar dos protestos daqueles que discordam da troca dos "sacos de carne" - como os humanos são pejorativamente chamados - por versões eletrônicas, a vida dentro dos centros modernizados não poderia ser melhor. Porém, um duplo homicídio mostrará ao agente Greer (Bruce Willis), do FBI, um mundo não tão perfeito e profundamente mortal.

O novo filme do diretor Jonathan Mostow (O Exterminador do Futuro 3) foi baseado na revista The Surrogates - escrita por Robert Venditti e desenhada por Brett Weldele. A série foi publicada entre 2005 e 2006 nos Estados Unidos e ainda não chegou ao Brasil. A ideia da história veio após Venditti ler em vários jornais e revistas que muitas pessoas estavam perdendo suas esposas e seus empregos por causa da internet e de redes online de relacionamentos.

Sobre o longa, não é um dos melhores do gênero, mas agradará principalmente aos fãs de filmes de ação e do ator Bruce Willis - pois Greer mais parece uma versão contida e não tão durona do policial John McClane, da franquia Duro de Matar. Quanto aos efeitos, não são top de linha, entretanto, são bons.

O problema do filme está no roteiro. Muitos furos. Sem contar que as interpretações não deixam muito claro até que ponto as versões robóticas podem expressar emoções. Em alguns momentos, os substitutos arregalam os olhos espantados. Em outros, mal gesticulam o rosto.

Por fim, as cenas de perseguição, que são muito boas, parecem ter sido copiadas do filme Eu, robô (I, robot), com Will Smith. Não só isso - apesar de saber ter sido o roteiro baseado em uma revista em quadrinhos -, a premissa dos dois longas não difere muito: humanos acomodados deixam muito da responsabilidade de suas vidas nas mãos de seres cibernéticos, no entanto, um dia, essa facilidade se volta contra eles. Sem contar que os personagens interpretados pelo ator James Cromwell em ambos têm papel decisivo nas tramas. E não posso deixar de comentar ser a produção de 2004 bem superior a este lançamento.

Cotação do filme:
O ingresso está caro.

Confira o trailer:


Nenhum comentário:

Postar um comentário