segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios

Bastardos com muita glória

Em algum momento da década de 90, lembro de ter ido à locadora e pego uma fita VHS que estava sendo muito comentada pela sua violência explícita. Ainda um moleque sem muito conhecimento sobre a sétima arte, assisti e logo o coloquei na minha lista de melhores longas já vistos. No entanto, não foi a agressividade das cenas que me chamou a atenção, mas a trilha sonora envolvente, os personagens complexos e, principalmente, os diálogos sem noção. Foi assim, com o filme Pulp Fiction - Tempo de violência (Pulp Fiction), que fui apresentado à mente insana de Quentin Tarantino. Inclusive, acredito ter sido nessa época que Tarantino decidiu escrever os Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds), em cartaz a partir desta sexta-feira.

Foram 10 anos para conseguir a versão definitiva do roteiro, mas valeu esperar. Sempre coloquei o já citado Pulp Fiction e Cães de Aluguel (Reservoir Dogs) como os melhores de Tarantino, pois bem, os Bastardos batem de frente com esses dois e com glória.

A história começa no primeiro ano da ocupação da França pela Alemanha, Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent) testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Shosanna escapa por pouco e parte para Paris, onde assume uma identidade falsa e se torna proprietária de um cinema. Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados americanos judeus para praticarem atos violentos de vingança. Posteriormente chamados pelo inimigo de "os Bastardos", o esquadrão de Raine se une à atriz alemã Bridget von Hammersmark (Diane Kruger) em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. O destino conspira para que os caminhos de todos se cruzem em um cinema, onde Shosanna pretende colocar em prática seu próprio plano de vingança.

Se a ideia de Tarantino era fazer sua versão dos "spaghetti westerns" - um subgênero de western que ficou famoso nos anos 60 e era produzido por italianos - na II Guerra, acertou em cheio. Os Bastardos mais parecem um grupo de índios que decidiu descontar toda a fúria por anos de massacre contra o homem branco. Os apelidos também ajudam. Aldo, por exemplo, é conhecido como Apache.

Mas, sem dúvida, uma das melhores coisas do filme, além da bela atriz francesa Mélanie Laurent, que faz qualquer marmanjo babar, é o bastardo Donny Donowitz (Eli Roth), ou melhor, o Urso Judeu, que, na maioria das cenas, parece ter pego de seu intérprete o sadismo usado para escrever e dirigir O Albergue (Hostel) e sua continuação.

Cotação do filme:
O ingresso está barato.

Um comentário: