terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Invictus


Ele sim é "o cara"

Em 1994, Nelson Rolihlahla Mandela se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul. A vitória nas urnas foi seguida pela luta em prol da reconciliação interna e externa do país. Reconhecido e premiado internacionalmente inúmeras vezes, Mandela fez a diferença tanto para seu povo quanto para o resto do mundo. Muitas histórias poderiam e já foram contadas sobre os feitos deste homem. Agora, a mais nova narrativa cinematográfica sobre o chefe sul-africano nos leva para o outro lado da política: a força motivadora do esporte, no caso, do rúgbi.

Baseado na obra Playing the Enemy: Nelson Mandela and the Game that Made a Nation, de John Carlin, o filme conta como Mandela (Morgan Freeman), com a ajuda do capitão da seleção nacional de rúgbi, François Pienaar (Matt Damon), usou a Copa do Mundo de 1995 para unir sul-africanos brancos e negros.

Antes de me aprofundar sobre o longa, uma ressalva precisa ser feita: não é um filme sobre rúgbi, e sim, sobre o início do governo do presidente sul-africano. O esporte é usado apenas como pano de fundo. Porém, isso não significa que a produção deixa a desejar nas cenas das partidas, pelo contrário, elas são muito bem feitas.

Quanto às atuações, Morgan Freeman faz valer e muito o ingresso. O sotaque, o jeito de andar, Mandela está na telona à sua frente. O ator apaga todos ao seu redor, inclusive Matt Damon, que apenas faz o básico, nada de memorável. Outra qualidade do filme é a trilha sonora, que envolve e emociona o público nos momentos certos.

Por fim, não posso deixar de comentar que Clint Eastwood entrou na minha lista de diretores que, só por ter o nome nos créditos de um filme, já faz o mesmo ser digno de prêmios.

Cotação do filme:
O ingresso está barato.

Confira o trailer:

2 comentários:

  1. Fiquei com vontade de ler mais... é um filme e tanto. Assustador o que Clint consegue como diretor. Concordo com vc no fato de que ele já garante o ingresso com sua assinatura. As atuações são muito boas, dentro do melhor que se pode fazer com um personagem/real (até demais, além do humanidade do homem comum, pensei em Jesus vááárias vezes), Mandela. Difícil é entrar na veste desse super homem mitológico... Como ser Mandela depois de 30 anos de cárcere... o filme terminou e eu fiquei. Amo quando isso acontece. Bacci, amigo. Escreva, pois.

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