terça-feira, 27 de março de 2012

Protegendo o inimigo


Eu já vi isso em algum lugar?

Depois de 12 meses cuidando de um esconderijo da CIA, Matt Weston (Ryan Reynolds) não vê a hora de conseguir uma chance para ser promovido a agente de campo. E a oportunidade, literalmente, bate à sua porta quando um dos homens mais procurados em todo o mundo, Tobin Frost (Denzel Washington), é levado para ser interrogado exatamente lá. Porém, o lugar é misteriosamente atacado e Weston, agora, está sozinho contra homens altamente treinados e tendo de proteger um criminoso que fará de tudo para escapar. Com esta premissa e este elenco - sim, este elenco, pois, por incrível que pareça, Ryan Reynolds está bem convincente como o agente que, aos poucos, vai aprendendo as regras do jogo -, você, com certeza, entrará na sala de cinema - o filme Protegendo o inimigo (Safe House) já está em cartaz - esperando um bom longa de espionagem ou, pelo menos, uma ótima película de ação, certo? Meus pêsames, então.

Os problemas do filme são vários. O roteiro, além de não ter novidade alguma, é muito previsível. Você, sem muito esforço, saberá, bem antes da hora, quem morre, quem trai, quem se alia… Mas tudo bem, sua intenção é apenas curtir umas boas cenas de ação para esquecer um pouco dos problemas diários. Então vá na locadora e alugue algum que você já conheça, pois, provavelmente, verá as mesmas cenas. A questão aqui não é que o longa seja parado, não é. Tem muito tiro, correria, briga, perseguições. Entretanto, toda a movimentação parece saída de alguma outra película.

Desejo mais sorte ao diretor Daniel Espinosa nos próximos trabalhos, pois a estreia dele nas terras do Tio Sam não foi nem um pouco digna de recordação.

Confira o trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=qLwwSAqoCy4

Cotação do filme:
O ingresso está caro

quinta-feira, 22 de março de 2012

Raul - O Início, o Fim e o Meio






Toca Rauuulll!!!


O sonho de fazer cinema acabou não se concretizando, mas Raulzito finalmente chegou à telona. Tudo bem, não é Hollywood, como desejava o roqueiro nascido em Salvador, mas o Brasil, com certeza, saberá dar valor, conferindo o talento do criador do, como denominou uma vez, Raul Seixismo no cinema. Entre imagens históricas e depoimentos, o filme Raul – o Início, o Fim e o Meio – que estreia hoje – constrói os passos de Raul Seixas, desde uma gravação, aos 9 anos, em que homenageia o ídolo e grande influência musical Elvis Presley até imagens do último show.

Porém, não entre no escurinho do cinema esperando uma narrativa explicativa sobre os passos do baiano, pois, como deixou claro o diretor Walter Carvalho, que já contou a história de outra lenda do rock nacional no longa Cazuza – o tempo não pára (2004): “minha única intenção era conhecer Raul Seixas. Eu não faço filme para provar nada. Achava e continuo achando que um mito como Raul Seixas não tem explicação e nem deve ter”. Assim, o que você verá são relatos sobre fatos importantes para aqueles que dividiram alguma experiência com Raulzito, como o escritor Paulo Coelho, que admite ter apresentado “bem” o mundo das drogas para o cantor.

De qualquer modo, mesmo não estando tudo lá, pelo menos não mastigadinho, o registro vale bastante por trazer de volta vários momentos marcantes da vida artística de Raul, como a apresentação no Festival Internacional da Canção, em 1972, quando os brasileiros finalmente conheceram a genialidade do cantor com a música Let me sing. E a problemática vida pessoal também é revelada por meio de depoimentos do irmão, amigos, parceiros e, principalmente, de uma das ex-esposas e três ex-companheiras.

Para a legião de fãs que o sócio número 9 do primeiro clube de rock do Brasil deixou e para quem tem interesse em aprofundar um pouco mais os conhecimentos sobre os passos iniciais do estilo musical no país, essa produção sobre o garoto que gostava de cantar e dançar como Elvis é um registro imperdível.


Cotação do filme:
O ingresso está barato.


quinta-feira, 15 de março de 2012

O que é o Sétima Impressão

Estou voltando com o Sétima Impressão, um espaço para críticas que considero mais sinceras do que a maioria que vejo por aí. Por que mais sinceras? Porque acredito que os filmes devem ser analisados para o tipo de público que pretende assisti-los e não de forma geral. Um filme de ação, por exemplo, deve ser visto com os olhos de quem gosta de filmes de ação, e não com a visão de quem prefere filmes mais sérios, com roteiros espetaculares, porém, em muitos casos, mais parados. Ou um filme adolescente, que deve ser analisado pensando nos adolescentes que o filme pretende agradar. Dito isso, também não sou favorável a estrelas.

Se o filme é muito bom = O ingresso está barato.
Se o filme é mediano, mas tem pontos que compensem = Vale o ingresso.
Se o filme está abaixo do esperado = O ingresso está caro.

Por fim, é um espaço aberto a discussões- sadias, é lógico -, por isso, comentários são sempre bem-vindos.